por Lavinya Black em 27 Jan 2009, 16:44
Capitulo 6:
Ninguém falou nada. Não ousavam nem respirar.
- Como? – perguntou Nathaly em um murmuro, estava surpresa por ter saído. Sua garganta estava seca.
- Há uma raça de morcego, a vampierys, que tem um veneno que transforma a pessoa mordida em vampiro. Esse morcego tem esse nome por que ele se alimenta de sangue. Tanto humano quanto animal.
Eles não falaram nada. Então Nathaly e Sophie começaram a chorar.
Léo, Diego e Gui não entenderam nada até Dumbledore começar a falar.
- Não se culpem, não foi culpa de vocês o que aconteceu.
- Mas... – começou Sophie chorando ainda mais.
- Ela foi para a floresta por que quis.
- Mas eu... – começou Nathaly, mas Dumbledore a interrompeu.
- Por mais que você desejou que ela sumisse da escola, não foi seu desejo que fez isso acontecer. Não se preocupe, ela não será expulsa. Ela vai precisar da ajuda de todos nós no começo.
- Como assim?
- A se controlar.
Eles ficaram olhando o diretor com cara de ponto de interrogação.
- No começo ela vai ser alimentada todos os dias, mas mesmo assim vai sentir vontade de beber o sangue de todos que ela ver pela frente, ainda mais o de vocês que vão estar mais próximos. É ai que vocês entram para ajuda – lá.
- Podemos ir vê – la? – perguntou Sophie.
- sim, vamos. – disse Dumbledore se levantando.
Eles saíram da sala e seguiram para a enfermaria.
Ninguém disse nada durante o trajeto. O silêncio era incomodo. Se alguém perguntasse como se sentiam Gui, Léo, Diego Sophie e Nathaly permaneceriam calados. Não saberiam descrever o quão chocados, assustados e amedrontados estavam.
Não sabiam como lidar com aquela situação, na haviam passado por nada parecido e não sabiam por que justamente eles estavam envolvidos naquilo. Não tinham nada a ver com a vida de Thaís ou o que acontece com ela, então por que estavam se importando?
Essa era a pergunta que todos queriam fazer mais não conseguiam.
Chegaram à enfermaria. Thaís dormia tranquilamente. Ao lado dela estava uma mulher de cabelos ruivos iguais aos de Thaís, ela segurava a mão da menina enquanto sussurrava algo no ouvido dela. O homem que estava junto com a mulher veio cumprimentar Dumbledore.
- Alvo como está? – disse estendendo a mão ao diretor.
- Bem e você Jared?
- Também, só estou um pouco cansado. – O homem se posicionou ao lado de Dumbledore – Então... como será que ela vai reagir? – perguntou olhando para Thaís.
- Creio que bem, Thaís é uma menina calma e tem ótimos amigos – dizendo isso Dumbledore olhou para Diego, Sophie, Nathaly, Léo e Gui. Jared acompanhou o olhar do diretor e deu um sorriso para os jovens.
- Acho melhor vocês irem ir deitar – Sugeriu Madame Pomfrey.
- Nós queremos ficar – disse Nathaly.
- Não! Vocês vão para o dormitório agora mesmo – ordenou McGonagall
Eles não discutiram, estavam cansados e com sono.
Sophie e Nathaly foram até a ruiva.
- Me desculpe – disse Sophie.
- Desculpa por ter brigado com você – disse Nathaly depois deu um beijo na testa da amiga – Dorme bem.
Elas se juntaram aos meninos e seguiram para o salão comunal da Grifinória. Cada um seguiu para seu dormitório dizendo um quase inaudível ‘boa noite’. Deitaram na cama, fecharam os olhos e deixaram - se envolver pelo cansaço. Dormiram rapidamente. Não sonharam. Apenas queriam que amanhecesse o mais rápido possível.
O dia mal clareou e Nathaly já estava quase pronta.
- Sophie acorda – chamou Nathaly.
A morena se mexeu um pouco e virou para o outro lado.
- Sophie acorda – Nathaly dessa vez puxou as cobertas da morena.
Sophie abriu os olhos meia sonolenta. Fazia quanto tempo que haviam dormido 15 minutos? Meia hora?
- Que horas são?
- 6:30
- O que? Você me acordou tão cedo para que?
- Para visitarmos a Thaís.
Sophie olhou para a cama da ruiva.
- Por um breve momento eu achei que fosse mentira.
- Mais não é.
- Como será daqui para frente?
- Eu não sei, só sei que se você demorar muito eu vou sozinha.
Sophie levantou – se e foi para banheiro tomar banho. A água quente do chuveiro relaxou seu corpo que ainda estava tenso. Depois de alguns minutos ela saiu. Nathaly já estava pronta.
Trocou-se o mais rápido que pode e as duas saíram e se encontraram com os meninos no salão comunal.
- Bom dia meninas – disse Gui
- Bom dia – disseram juntas.
Diego e Léo nem responderam, pois estavam de mau humor.
- Que foi Di? -perguntou Sophie enquanto eles seguiam para a enfermaria.
- Pergunte a sua amiga.
Sophie olhou para Nathaly que olhou para ela com cara de: ‘Não sei do que ele ta falando’.
- ela nos acordou – disse Léo.
- Que horas você acordou? – perguntou Sophie
- 4:00 mas só levantei as 5:30 – respondeu Nathy com se isso fosse normal.
Sophie, Diego, Gui e Léo olharam para ela como se ela fosse uma aberração. – Que foi? Não me olhem assim, graças a mim vamos poder ficar mais tempo conversando com a Thaís.
- Dessa vez eu te perdôo, mas da próxima vez que me chamar tão cedo eu te jogo janela abaixo, entendeu? – Disse Léo.
- Sim.
- Se eu conheço a Thaís ela inda vai estar dormindo. – disse Sophie
- Sem problemas, a gente espera ela acordar. – falou Nathy.
Eles chegaram á enfermaria e bateram na porta. Madame Pomfrey veio atender com cara de quem tinha sido acordada.
- ah não! Vocês não deviam estar na cama
- Devíamos mais... – começou Diego
- Mas viemos visitar a Thaís. – disse Nathaly interrompendo ele.
- Ela ainda esta dormindo.
- A gente espera – disse Sophie.
Madame Pomfrey já ia fechando a porta quando a voz de Thaís ecoou no cômodo.
- Quem ta ai?
Gui, Sophie, Diego, Léo e Nathaly saíram correndo em direção a amiga. Mas ela os deteve.
- Parados.
- Que foi? – perguntou Sophie
- Sinto o cheiro do sangue de vocês.
- Ela ainda não controla seus instintos. – Era McGonagall que havia chegado com Dumbledore. – o processo de “domestica – la” será longo e doloroso.
- Nós queremos ajudar – disse Gui
- E vão ajudar – disse Dumbledore.
- Eu não quero a ajuda de vocês – disse Thaís
O diretor se sentou nos pés da cama de Thais e indicou a cama ao lado da dela que eles se sentassem. Eles se acomodaram.
- Há alguns anos atrás um jovem chamado Remus Lupin veio estudar em Hogwarts. Ele fez rapidamente amizade com outros três jovens, tornaram – se inseparáveis. Sirius Black, Thiago Potter e Pedro Pettigrew.
“O que Sirius, Thiago e Pedro não sabiam era que Remus era lobisomem. Isso não interferiu na amizade deles, pelo contrario, para poderem ficar juntos e ajudar Remus nas noites de lua cheia eles se tornaram animagos. Assim, toda lua cheia eles se transformavam e ajudavam Remus na sua difícil transformação.
“É assim que deve ser com vocês também. Thaís você não pode proibir eles de te ajudar e sem a ajuda deles vai ser muito mais doloroso para você enfrentar tudo isso.
Thaís olhou para os amigos que a fitava com os olhos cheios de esperança.
- Ok.
- Agora ,se nos dão licença, temos coisas a fazer – disse Dumbledore.
Dumbledore e Minerva saíram deixando os amigos sozinhos.
Sophie, Nathaly, Gui, Diego e Léo continuaram conversando com Thaís.
Contaram como foi a reunião com o diretor e de como os meninos já estarem habituados a essa situação. Conversaram sobre a história que Dumbledore tinha contado. De como deve ser difícil ser lobisomem. De como deve ter sido doloroso.
Vez ou outra Thaís se pegava olhando com desejo para os amigos, desejando beber o sangue de seus amigos, e nessa hora Madame Pomfrey interferia.
Eles tomaram café ali mesmo com Thaís. A garota também tomou seu café da manhã, uma bela garrafa de sangue. Aquilo deixou Nathaly enjoada a tal ponto que teve que sair correndo da enfermaria. Ela encostou-se na parede do lado de fora e respirou fundo tentando não se lembrar da cena.
- Ta tudo bem? – perguntou Diego sentando no chão encostando na parede.
- Está, eu só não sou muito chegada a sangue.
- Nem eu, mas a Tha está adorando. – falou Di sorrindo.
Nathaly deu um sorriso.
O sinal tocou e Sophie, Gui, e Léo se juntaram a eles para irem para a aula. Elas seguiram para a o campo de Quadribol e eles foram para as masmorras assistir Poções.
A manhã passou num piscar de olhos, na hora do almoço eles foram visitar Thaís, mais não ficaram lá por muito tempo, por que ela estava dormindo. Quando anoiteceu eles ficaram com amiga até que ela adormecesse.
Essa rotina durou uma semana, que foi o tempo que Thaís ficou na enfermaria. Para surpresa de todos, o fato de ser uma vampira e de beber sangue não afetou a garota. Ela continuou alegre como sempre, sonhadora como sempre e um pouco menos avoada.
Estava levando tudo numa boa, nem quando lhe contaram ela se abateu.
Mas era só ficar no meio dos outros alunos Thaís queria avançar em todos.
Nas primeiras semanas ela era sempre vista na companhia constante de Minerva. A professora estava ensinando a garota a se controlar para poder conviver com os outros alunos. A fase mais difícil foi se controlar perto de seus amigos. Para ela o sangue deles era diferente.
Então Minerva decidiu que era hora deles acompanhar Thaís nas aulas de autocontrole.
No começo tudo correu bem, mas em uma noite Thaís saiu do controle.
Eles estavam na sala com Minerva, Thaís e vários cálices de sangue sob a mesa.
Cada cálice continha sangue de um animal. Thaís não havia jantado estava faminta.
Quando Thaís sentiu o cheiro do sangue seus caninos apareceram.
- Mantenha o controle – disse minerva.
A vontade da ruiva era de beber todos os sangues.
Thaís deslizou para a mesa e rapidamente acabou com todo o sangue que continha nos cálices.
- Thaís controle – se – disse Minerva.
Seus olhos estavam vermelhos. Ela olhou para todos ali presente e parou em Nathaly que se escondeu atrás de Léo. Mas não era ela que Thaís queria.
A ruiva moveu-se tão rápido que mais parecia q ela tinha desaparecido e reaparecido perto de GUI, derrubou-o no chão. Ninguém conseguia se mover, paralisados de pânico.
Thaís foi aproximando seus caninos do pescoço de Gui, sentindo o cheiro de seu sangue quente correndo sob a pele, a ruiva lambeu os lábios preparando-se para atacar.
-Thaís...-Disse Gui, sua voz trêmula - Thaís controle-se...
Thais ficou paralisada. A voz de Gui despertou ela.Thais olhou nos olhos de Gui e percebeu pelo olhar e pelo cheiro que estava com medo, mas mesmo assim não saiu de baixo dela quando ela o soltou.Ele estava se ariscando para ajudá-la....Os olhos de Thais começaram a brilhar com as lágrimas
- Me desculpe eu quase perdi o controle. -Disse ela afastando-se de Gui
- Tudo bem – disse Gui se aproximando.
- Não chegue perto. – disse Thais virando de costas.
Ele deu passo para traz.
- Acho melhor vocês saírem – disse Minerva.
Esse foi o único dia em que Thaís perdeu o controle. Depois disso eles passaram a ser mais cuidadosos, não se afastaram de Thaís, pelo contrario, o incidente serviu para se unirem ainda mais.
Todas as noites eles se juntavam a Thaís, para ela poder se alimentar e toda noite de lua nova eles aguardavam ela sair da floresta proibida. Única noite em ela podia sair para caçar. Única noite em que seu desejo de sangue estava incontrolável.
"Love me Today. Think of me Tomorrow. Remenber me FOREVER"!!!"O maior erro que você pode cometer, é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum."
William Shakespeare
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Verônica Rizzo Giordano - Chefona - Zona Sul - A Quadrilha da Fumaça**
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